Araguaina

Profissionais atingidos pela crise continuam recebendo cestas básicas da Prefeitura de Araguaína

A cada 15 dias o motorista de transporte escolar Wellington de Araújo, 40 anos, busca duas cestas básicas que será alimento também para esposa e filha, em casa. Ele é um dos profissionais que foram atingidos pela crise causada pela covid-19 e que são atendidos pela Prefeitura de Araguaína. Desde o início da pandemia, em março, a Secretaria Municipal da Assistência Social já entregou 34.500 cestas básicas também para famílias carentes.

“Eu já vim buscar umas seis vezes essa alimentação, ajuda muito em casa porque estamos sem renda e ainda por cima moramos de aluguel”, afirmou o motorista. Dentre os profissionais atendidos estão vendedores ambulantes, garçons, cozinheiros, churrasqueiros, feirantes, músicos, trabalhadores da área de eventos, mototaxistas e proprietários de carro de som.

Além da cesta básica convencional, a Prefeitura está distribuindo também cestas verdes, por meio do Programa Compra Direta. Há sete semanas em atividade, cerca de 1200 unidades já foram entregues e a música Roberta Andrade, de 27 anos, retirou a sua primeira cesta verde na última terça-feira, 23. “É algo muito bom, sem trabalhar, estamos vivendo da assistência.”, contou. No pacote há hortifrutes como laranja, abóbora, abobrinha, maracujá, mandioca, mamão, feijão, tomate e outros produtos.

De acordo com a presidente da Fundação de Atividade Municipal Comunitária (Funamc), Núbia Marinho, todos que procuram a instituição e se enquadram nos requisitos estão recebendo os auxílios. “Temos mais 19 mil cestas já aprovadas para aquisição”, afirmou.

Mais ajuda
Também estão sendo distribuídos kits de higiene que foram doados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO).

São 2.600 kits que contêm sabonete, absorvente, sabão em pó e em barra, shampoo, água sanitária, desinfetante e pasta de dente, e outros 900 kits com álcool, álcool em gel e máscaras. “Esse material é distribuído de acordo com a necessidade da família, que é avaliado pela assistente social que faz o atendimento aqui ou na casa da pessoa”, explicou a presidente.