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Projeto o Corpo Se Faz Tela transforma rotina de gestantes no Hospital e Maternidade Dona Regina

Foto: Ananda Santos

Dentro das ações de humanização do Sistema Único de Saúde (SUS), as gestantes acolhidas no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR) contam com o ‘Projeto o Corpo Se Faz Tela’. A iniciativa feita pelos residentes de enfermagem obstétrica e acompanhada pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP),  promove momentos de relaxamento, descontração e ampliação das medidas terapêuticas, que contam também com aromaterapia e cromoterapia.

“Eu estou com 37 semanas de gravidez e cheguei ontem aqui no Hospital Dona Regina. Eu amei participar desse projeto que é muito lindo, gostei muito do desenho. Foi bom pra acalmar, tranquilizar um pouco”, afirmou a paciente do (HMDR), Elizeth Batista.

A residente de enfermagem e obstetrícia, Ingrid Paloma Rodrigues, afirmou que “a pintura do ventre materno é uma arte terapêutica, onde desenvolvemos técnicas de pintura no abdômen, que potencializa ali o vínculo da mulher com o bebê, assim como o vínculo dela com a equipe. Muitas vezes as mães chegam com ansiedade e elas ficam em um setor que vai induzir o trabalho de parto, o protocolo demora um pouco. Então nós vamos lá para desenvolver essas práticas que potencializam o desestre-se, o relaxamento. Fazemos também o escalda-pés, utilizamos óleos que contribuem para  que ela tenha alívio e uma indução de parto não farmacológico. A  aromaterapia é agradável, tanto para os profissionais quanto para a mulher”.

“A ideia do projeto é fazer com que as gestantes possam se integrar com todas as terapias e é um momento de relaxamento que  tira o foco do processo de trabalho de parto. Isso faz ela imaginar como o bebê está,  é os últimos minutos que ela vai ter o bebê ali dentro da barriga, então é  um momento importante. O desenho é de acordo com a posição do bebê, e na pintura nós fazemos algumas técnicas, como a Manobra de Leopold, que é pra ver o posicionamento, onde conseguimos dimensionar o tamanho do bebê. A ideia é estimular a imaginação dela em relação ao bebê. Se vai ter cabelo, se não vai ter, e aí vamos fazendo”, explicou a enfermeira obstétrica e coordenadora da residência de enfermagem obstétrica da Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (FESP), Mayane Vilela.

Foto: Ananda Santos

 

Doação 

A iniciativa conta com parceiros como a Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (UHE Lajeado), que fez a doação de uma cesta com  5 bacias escalda-pés, maquiagem para contorno dos desenhos, 40 tintas faciais, pincéis e flores para o desenvolvimento da equipe do projeto o corpo se faz tela.

Foto: Ananda Santos
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