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Diretorias Regionais da Educação debatem melhorias para escolas indígenas do TO

Os gestores e técnicos das seis Diretorias Regionais da Educação (DREs) que contam com escolas indígenas estarão reunidos em Palmas, na sede da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), nesta terça-feira, 3, e na quarta-feira, 4, para socializar os documentos que regem a Educação Escolar Indígena e as ações desenvolvidas nas escolas dessas Diretorias.

As seis DREs que contam com unidades de ensino indígena são: Miracema, Paraíso do Tocantins, Tocantinópolis, Araguaína, Pedro Afonso e Gurupi, que atendem os seguintes povos: Apinajé, Xerente, Javaé, Karajá, Karajá Xambioá, Krahô e Krahô-Canela.

São 5.469 alunos entre crianças e jovens em idade escolar, bem como adultos com interesse em se alfabetizar atendidos em todo o Estado, que recebem um atendimento específico. “É um momento de avaliação e planejamento da oferta da Educação Escolar Indígena no Estado do Tocantins. Esse momento também possibilita a integração, a participação e o alinhamento das ações para 2020”, destacou o secretário executivo da Seduc, Robson Vila Nova Lopes.

O gerente de Educação Indígena, Waxiy Maluá Karajá, também destacou que a realização de um balanço do que foi realizado em 2019 ajuda no planejamento das ações para o próximo ano. “É o momento de alinharmos o nosso trabalho e caminharmos na mesma direção em prol de uma educação que valorize a identidade dos povos indígenas e que desenvolva cada vez mais a aprendizagem”, ressaltou.

O titular da DRE de Pedro Afonso, Neurisvaldo Rodrigues de Amorim, destacou que as unidades de ensino têm uma realidade muito específica e que exige uma atuação diferenciada do Estado. “Estamos trabalhando para minimizar cada vez mais os problemas de infraestrutura e pensando também nas formações continuadas direcionadas aos profissionais que atuam nas escolas indígenas”, apontou.

A diretora Regional de Educação de Miracema do Tocantins, Maria do Socorro da Silva, lembrou que a regional é a que atende uma maior parcela da população indígena do Estado. “O Estado tem um papel muito importante no trabalho realizado nas aldeias, em que a formação exige um intercâmbio entre o conteúdo programático curricular e a valorização da cultura de cada comunidade”.