ESTADO Saúde

Campanha lançada pela SES-TO orienta servidoras da Pasta sobre a violência contra a mulher

Foto: Laiany Alves

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) lançou, na quinta-feira, 30, a Campanha de Conscientização, Prevenção e Combate a Violência Contra a Mulher. O evento contou com palestras da promotora de justiça do Ministério Público Estadual (MPE/TO), Drª. Isabella Figueiredo, da Capitã da Polícia Militar do Tocantins, Roberta Oliveira, da Patrulha Maria da Penha e da psicóloga do Núcleo de Atenção à Saúde e a Segurança do Trabalhador (NASST) da SES-TO, Cristina Vasconcelos.

O secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva de Santana, enfatizou o compromisso da Secretaria em debater este assunto. “Nós somos a ponta que recebe e atende a mulher vítima de violência e precisamos começar de casa a trabalhar este tema para mudar esses índices que são altos. Historicamente a mulher foi subjugada. Tenho uma filha e quero um mundo melhor para ela. Na Saúde 70% do quadro são mulheres e por elas, fazemos eventos como esse, para o debate do assunto que destrói tantas vidas, e que, infelizmente, tem aumentado ao longo dos anos”.

O evento teve a participação da secretária de Estado da Mulher, Berenice de Fátima Barbosa, que afirmou: “o Tocantins é um Estado novo, porém possui mais de 50% de mulheres que fazem a diferença no seu crescimento, a Secretaria da Mulher é nova e iremos trabalhar em parceria com todas as gestões, poder executivo, judiciário e legislativo. Vamos levar essa campanha para todos os cantos, em mulher não se bate. A mulher precisa de apoio e juntas somos mais fortes. Iremos mudar essa cultura machista e arcaica do Estado e fazer um trabalho de excelência por nossas mulheres, um compromisso do Governador Wanderlei Babosa”.

Foto: Laiany Alves

A promotora Isabella Figueiredo fez palestra com a temática “As mulheres são mortas pelos homens que amam”, enfatizando que a violência está em casa, dentro do círculo familiar, traçando uma linha histórica de luta das mulheres. “A mulher sofre, sendo subjugada e violentada há milhares de anos, a legislação do país evoluiu, mas ainda precisamos caminhar para uma sociedade melhor. Não importa o nível educacional ou social, em todas as classes econômicas vemos histórias de violência, trabalhar essa temática e trabalhar uma mudança social e histórica”, afirmou.

A capitã Roberta Oliveira, da Patrulha Maria da Penha, compartilhou as vivências diárias no atendimento a mulheres vítimas de violência. “Infelizmente, a violência contra a mulher é repassada por gerações, e tratada com normalidade por muitos, mas lutamos para acabar com isso. No Tocantins, temos muitos casos de violência no interior, pois ela não se limita às grandes cidades”.

Foto: Laiany Alves

O encerramento do evento foi feito pela psicóloga do Núcleo de Atenção à Saúde e a Segurança do Trabalhador (NASST) da SES-TO, Cristina Vasconcelos que abordou os efeitos psicológicos do assédio moral no trabalho. “É necessário ter atenção nas atividades laborais, pois muitas vezes o assédio não é notado, passa despercebido ou por medo não é denunciado. Precisamos trabalhar o assunto é cuidar da saúde mental em todos os círculos de convivência e no trabalho que passamos boa parte do nosso dia”.

No Tocantins os atendimentos às vitimas de violência ocorrem Serviços de Atenção Especializada  às Pessoas em Situação de  Violência Sexual (SAVIS), localizados em Palmas, Porto Nacional, Augustinópolis e Gurupi. A violência contra mulher pode ser física, sexual, emocional, entre outras.

Conforme dados dos SAVIS foram realizados um total de 1.132 atendimentos em 2022, sendo: 287, no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR); 250, no Hospital Materno Infantil Tia Dedé (HMITD); 93, no Hospital Regional de Augustinópolis (HRAUG) e 502, no Hospital Regional de Gurupi (HRG). Em 2023 (janeiro e fevereiro), os números chegam a 178, sendo 42, no HMDR; 26, no HMITD; 20, no HRAUG e 90, no HRG.

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