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Judiciário tocantinense reduz gastos e economiza mais de R$ 6 milhões com o teletrabalho

Exatos R$ 6.633.723,96 em economia de despesas. Esse é o saldo positivo que o Poder Judiciário do Tocantins apresentou nesta semana em um balanço feito pela administração do Tribunal de Justiça. Os números são referentes ao período de janeiro a agosto de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O levantamento foi feito pela Diretoria Geral e pela Diretoria Administrativa do TJTO, que fizeram as medições mês a mês, levando em conta os gastos com água, energia elétrica, contratos de locações, limpeza, entre outros indicadores, para avaliar a diferença nas despesas sob o novo regime de teletrabalho, adotado em razão da pandemia da Covid-19.

Economia

Para se ter uma ideia, em 2020 a economia no valor percentual com gasto de combustível para a frota de veículos foi de 42,82% na comparação com 2019. No quesito manutenções, a economia foi de 62% de 2019 para 2020. Com passagens aéreas, a economia foi ainda maior, devido às restrições de viagens por causa da pandemia do novo coronavírus. O percentual economizado com essa despesa foi de 89%.

Além desses três itens também foram avaliados outros indicadores, como despesas com terceirizados, diárias, alimentação do júri, despesas com correspondência, limpeza e manutenção de serviços. Somando-se todos os itens avaliados a despesa total para o ano de 2019, avaliando apenas os oito primeiros meses do ano, foi de R$ 19.567.970,53. Já para o ano de 2020, a despesa total no mesmo período foi de R$ 12.934.246,57, o que corresponde a uma diferença de R$ 6.633.723,96.

Os números só foram possíveis graças às diversas ações adotadas pela atual gestão do Tribunal, como explicou diretor Administrativo, Ronilson Pereira da Silva. “Prevendo a nova realidade de gastos do Judiciário devido ao teletrabalho, fizemos a renegociação, redução e até mesmo suspensão de alguns contratos, medidas que buscaram a readequação dos gastos para uma melhor gestão dos recursos nesse período atípico”, explicou o diretor.

Na avaliação do diretor geral do TJTO, Jonas Demóstene Ramos, “Essa economia representa não apenas o que deixou de ser gasto em razão do regime de teletrabalho adotado por causa da pandemia da Covid-19. Isso reflete o zelo da atual administração com o dinheiro público que é utilizado na prestação dos serviços do Judiciário. O que fizemos nesse período de pandemia foi aproveitar para enxugar ainda mais os gastos, mantendo o pleno funcionamento dos serviços da Justiça à população”.

Investimentos

A economia gerada com a mudança de rotina em razão da pandemia da Covid-19 não estava prevista no orçamento de 2020, o que gerou um saldo positivo. Mas, pela mesma razão inesperada, também não estava prevista a necessidade de fazer novos investimentos emergenciais para atender ao crescimento nas demandas geradas com o teletrabalho, como por exemplo, os gastos extras com equipamentos e técnicos especializados em tecnologia da informação. Dessa maneira a intenção do TJTO é reinvestir na área de T.I. os recursos que foram economizados até agora. A pandemia da Covid-19 mexeu com a rotina do Judiciário não apenas no Tocantins, mas em todo o país, que precisou se readequar para continuar realizando a prestação da Justiça ao cidadão de forma eficiente.

Retorno ao trabalho presencial

Em Portaria Conjunta assinada pelo presidente do TJTO, desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, e pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador João Rigo Guimarães, ficou definido que o regime de teletrabalho compulsório no Tribunal de Justiça, seus anexos e na Corregedoria Geral da Justiça foi estendido até 13 de setembro em razão da persistência do quadro de pandemia. Para a próxima segunda-feira (14/9) está previsto o retorno ao trabalho presencial com 25% dos servidores. Já para as comarcas foi dada autonomia para gerenciar o regime de trabalho, de acordo com a realidade local no que diz respeito à situação da pandemia da Covid-19. A Diretoria Geral do TJTO seguirá com o monitoramento das despesas até o final do ano, com a expectativa de continuar com a economia de recursos.